quinta-feira, 21 de julho de 2011

Um custo-benefício jovem: Côtes du Rhone


A região do sul do Rhône, a Côtes du Rhône Sud, tem como região mais famosa a AOC Châteauneuf du Pape e quanto mais ao sul se encaminha maior a influência do clima mediterrâneo, com sol intenso e baixa pluviosidade, e do solo pedregoso. Os vinhedos são plantados em regiões de encosta com inclinação em direção aos ventos, dessa forma o Mistral empurra as vinhas para cima, enquanto amadurecem suas uvas, e mantêm as parreiras sem umidade exagerada durante a fase da colheita, esse vento Mistral pode chegar a 145km/hora. 

A predominância é da uva Grenache, Syrah e a Mourvédre, a sigla GSM é a característica que alguns produtores ao redor do mundo buscam repetir.

O solo conforme vai em direção ao sul fica mais pedregoso, no sub-solo o predomínio é de calcário, a argila ocasionalmente, e as camadas superficiais são ricas em pedras.

A região do Châteaneuf-du-Pape, as pedras redondas de cor creme são famosas. São essa pedras que acumulam o calor durante o dia e refletem durante a noite favorecendo o amadurecimento das uvas.


Na vinícola de Alain Jaume são produzidos vinhos de diversas A.O.C.s Châteaneuf du Pape, Côtes du Rhône "Les Champauvins" e Côtes du Rhône.
O cultivo e cuidado com a vinha é manual e o conceito é de cultivo orgânico.









Os rendimentos são baixos e são mantidos assim graças a poda verde que ocorre no verão, quando são retirados os cachos que estão brotando em detrimento dos outros que estão com melhor exposição ao sol.


O afofamento da terra é controlado manualmente, pela dificuldade do local para dirigir trator e longevidade de suas vinhas, algumas parreiras tem mais de 90 anos.


Encontramos o Côtes du Rhône Réserve Grand Veneur 2009, de Alain Jaume, num custo inferior à R$90 você consegue aliar a riqueza de frutas, especiarias e mineralidade da região num vinho de alta gama e ótimo custo.
É para experimentar e depois comentar



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