domingo, 17 de outubro de 2010

Surpreender com Cervejas!

Os participantes esperavam um happy-hour com cervejas após a palestra sobre as perspectivas da economia portuguesa!
Nesse dia especial de outubro, o Luís Felipe e o Brunno do Banif, na avenida Juscelino Kubitscheck, ofereceram a um seleto e divertido grupo de investidores uma experiência sensorial diferenciada!

Cervejas selecionadas com presença, estilo único e uma diferenciada percepção sobre as diferentes tonalidades, aromas e sabores! O divertimento e surpresa de descobrir uma gama enorme de variedades!
 
A degustação começou com a cerveja mais leve e de menor teor alcoólico(5,1%), uma LAGER, cerveja de baixa fermentação do estilo PILSEN de origem austríaca. Devem ser servidas entre zero até 4%. São leves e refrescantes porque durante o processo de elaboração a temperatura de fermentação é baixa, seus levedos precisam de temperatura de fermentação, entre 6 e 9 graus.
 
O Castelo(Schloss) Eggenberg iniciou a produção de cerveja no século 10, é uma das mais antigas cervejarias em atividade, localizada ao norte dos Alpes em Salzkammergut, que utiliza o famoso lúpulo de Saaz, com muitos aromas de ervas.

Para harmonizar aperitivos que pediam o frescor e aroma do lúpulo, nachos picantes, sour-cream, molho apimentado e guacamole. Detalhe: Adicionei um pouco de endro(dill) ao creme azedo para harmonizar com o toque herbáceo da cerveja.

Quando a levedura utilizada é de alta fermentação, ou do tipo ALE, a temperatura entre 15 e 24graus, e isso significa no produto final: cervejas mais vigorosas e mais aromáticas.

A seguir iniciamos a entrada no mundo das leveduras de alta fermentação, uma das marcas pioneiras no mercado brasileiro, essa ALE alemã, a Erdinger do estilo Weissbier.

O nome Weis, Weiss, e Weisse significa “branco” em alemão e é utilizado para nomear as cervejas claras de trigo, não filtradas e turvas, muito comum na região norte da Europa.

Para servir, tem um ritual, servir com copo inclinado, lentamente a cerveja, deixando dois dedos do líquido ainda na garrafa. Agite a garrafa para misturar a levedura depositada no fundo. Sirva o restante, formando uma coroa de espuma. A levedura ficará uniformemente dissolvida na cerveja, dando sua típica aparência turva.

Essa deliciosa cerveja alemã, com 5,3%, é uma cerveja de alta fermentação, uma ALE, com bastante aroma de banana, trigo e cravo, é dourada clara. Por não ser filtrada é turva(os levedos fazem parte desses componentes densos), muita cremosidade e corpo na boca.

Para combinar e surpreender, uma entrada bem saborosa, um pequeno ovo de codorna envolto em presunto cru sob cama de mini-folhas, queijo de cabra e azeite trufado.
O termo Abbey ou Abadia é utilizado para cervejas elaboradas em cervejarias seculares e receitas originári

as de uma abadia. Foi a terceira selecionada a Dubbel Bruin Steenbrugge, muito cremosa, complexa no nariz e boca, aromas de coco e frutas secas.

 Essa cerveja tem um segredo secular, uma mistura herbal chamada gruut, típica da cidade de Bruges, que elabora essa receita a muitos anos na Abadia St. Peter.

O nível de álcool já está em 6,5% suporta com tranquilidade o nosso desafio gustativo: o tradicional e poderoso queijo STILTON, em dupla experiência, endívias (amargor) e batatas(neutralidade).

A quarta cerveja é um estilo conhecido como Bière Trappiste ou Trappinstenbier,  é uma denominação de origem controlada (D.O.C.), cujo produtor deve seguir uma série de regras, entre elas, a cerveja deve ser elaborada num monastério e ser supervisionada por monges.

A única cerveja nesse estilo fora da Bélgica, a La Trappe Quadrupel, com 10%, é uma cerveja trapista especial, é como um vinho de cevada - ou Vintage Beer , elaborada num monastério de “Onze Lieve Vrouw van Koningshoeven” na província de North Brabant onde desde 1884, os monges produzem cerveja. De alta fermentação, é uma trapista escura, como toda cerveja trapista é refermentada na garrafa, suave mas encorpada de coloração âmbar escura, creme denso e espesso.
Para harmonizar pode acompanhar um prato forte e saboroso como o ragú de cordeiro e grana padano.
Na sobremesa uma cerveja belga artesanal do estilo LAMBIC, que é uma denominação de origem controlada (D.O.C.). Para ser uma autêntica LAMBIC a cerveja elaborada em Lembeek, , região rica em leveduras selvagens da espécie Brettanomyces.
Esta cerveja, a Krieck Boon, com 4,2% é safrada, porque também é refermentada na garrafa e utiliza um blend (mistura) de Lambics jovens e envelhecidas, utiliza a maceração de cerejas durante o processo de fermentação e matura em tonéis de carvalho. É o chamado estilo fruit lambic. Bem leve e delicada, de coloração vermelha, aroma e sabor de cerejas,combinou muito bem com o duo de chocolates e compota de frutas vermelhas, seu paladar ácido-doce ampliou a gama de frutas da sobremesa.
http://www.erdinger.de/en/Products/Weissbier.html#Information

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