segunda-feira, 21 de novembro de 2016

As 6 dicas para comprar suas taças de vinhos

Para receber os amigos, degustar e apreciar o vinho sem stress e sem prejuízo ter uma boa seleção de taças é fundamental, Destaquei abaixo seis dicas para considerar quando for comprar a taças de vinho da sua casa ou restaurante, afinal o vinho será o mesmo, mas a percepção, essa muda bastante conforme a taça escolhida. seu prazer será bem diferente.


A inclui os nossos sentidos humanos, a visão, o olfato, o paladar e algumas vezes até a audição(no caso do espumante), as taças foram desenvolvidas para deixar essa percepção mais aguçada. 

Taça ISO

A degustação técnica exige uma mínima interferência, por isso foi criada uma taça ISO (Internacional Standards Organization) que padroniza a avaliação técnica do vinho. Com a borda afunilada para concentrar os aromas, facilita a avaliação olfativa, deixa a maior área do vinho em contato com oxigênio e também padroniza a imagem do vinho quando inclinada sobre o papel ou guardanapo branco. Cria um padrão de avaliação, que não importa a coloração, funciona para todas as variedades,inclusive espumantes.

1. Tipo de material: vidro, cristalino ou cristal

A taça transparente permite avaliar a cor do vinho, para os mais dedicados, o ideal é o cristal, uma transparência neutra sem reflexos, porosidade nas paredes que permite a expansão de moléculas aromáticas de maneira perfeita, o vinho se mostra na melhor forma. Porém sua fragilidade exige dedicação na guarda, cuidados pré e pós evento. Para receber amigos uma ótima opção é o cristalino,na massa básica de areia é adicionado um pouco de chumbo ou titânio, permite assim maior resistência, com espessura mais fina e a tonalidade acinzentada. O vidro mais resistente, tem uma coloração levemente esverdeada, é mais grossa e pesada.

2. Formato do bojo

Busque as taças com formato de "ovo" cortada na tampa, assim fica levemente afunilada na borda, concentra os aromas, deixa o vinho girar na taça sem receio de espalhá-lo pela sala, rs.

3. Haste 

A altura da haste que sustenta o bojo é uma decisão muito importante para o serviço e para o armazenamento. Sem dúvida uma taça alta é mais elegante porém mais fácil de desequilibrar, mais difícil para lavar e armazenar. O estoque se reduz rapidamente, só indico para quem vai cuidar pessoalmente de suas taças. Outro detalhe é o modelo de haste, pode ser contínua com o bojo ou colada, essa última não é muito indicada pois acontece quebrar ou desgrudar do bojo nesse local e perdermos a taça.

4. Tamanho do Bojo

As taças com bojo grande são perfeitas, seja para os vinhos brancos, rosados ou tintos, oferece muito espaço, permite girar o vinho na taça e deixa explodir os aromas. Exige espaço para acondicionar e no servir. Um ponto muito importante sobre taças bojudas está no momento de servir, evite ultrapassar um terço do total do bojo.

5. Flutes

Espumantes, prosecco, champagnes têm como espinha dorsal a efervescência, a taça ideal deve ser alongada, de circunferência pequena,  a pequena superfície de contato com o ar evitará o escape do gás exagerado permitindo a visualização das borbulhas que sobem verticalmente, “perlage” e a sensação de picar na boca. Esse modelo permite o serviço de quantidades menores, obrigando o serviço contínuo da bebida sempre na temperatura ideal.

6. Borda corte à frio ou com virúlas

As virúlas, as bordas gordinhas das taças, são percebidas nos lábios, elas diminuiem o prazer, porém adiciona maior resistência à taça. A minha sugestão é o corte à frio, assim a virúla na borda da taça será inexistente, e sensação na boca é muito mais delicada, nossa percepção será de um vinho superior. 

Com essas sugestivas dicas espero que a decisão fique muito mais fácil, boas compras!

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Couscous ou Cuscuz : o ícone da culinária marroquina


O couscous ou cuscuz marroquino faz parte de uma linha étnica de produtos que cresce muito nas prateleiras dos supermercados, reflete uma tendência de ampliar as experiências gastronômicas no dia a dia,  produzido a partir da sêmola de trigo duro cozida à vapor e seca. Versátil, de rápida preparação absorve o caldo e tempero escolhido, servido frio, como entrada ou supersalada, pode ser utilizado como prato principal, substituindo uma massa ou acompanhamento como um arroz, e, até, sobremesas. satisfazendo todos os gostos.


 Encomende o seu aqui!!

Mas de onde vem esse nome tão sonoro? Os africanos dizem que ele deriva do som da sêmola chiando na cuscuzeira durante o cozimento à vapor, o produto que encontramos no mercado já foi pré cozido, precisamos apenas hidratá-lo.

Para preparar o cuscuz, devemos ficar atentos a duas coisas: a primeira é que temos de escolher a sêmola de trigo duro de muito boa qualidade -indico duas marcas que represento- e a segunda coisa é o caldo. Para dar "sabor" necessita um caldo muito rico, com especiarias, a proteína que escolhemos e as diferentes verduras que serão verticalmente alinhadas.

Eu adiciono aqui uma receita de couscous que demonstra uma maneira tradicional receita utilizando o Couscous Dari, importado diretamente do Marrocos.

Origem e história

O coscous era consumido pelos berberes, primeiros povos que habitaram o norte do continente africano, região que compreende Sahara Ocidental, Tunísia, Marrocos e Argélia, desde pelo menos 10.000 aC. Ao longo da história ele viajou pelo perímetro do mediterrâneo, se transformou numa iguaria na Sicília, cruzou o estreito de Gibraltar e com a invasão muçulmana entrou na península ibérica. Veio para a América, tempos depois, com os escravos originários da Guiné e de outras regiões da África ocidental, que também tinha o cuscuz como alimento tradicional. Cruzou o Atlântico nas primeiras naus, no início das grandes navegações,se adaptou à realidade do continente ao utilizar o milho, a mandioca, dando origem a diferentes estilos de cuscuz: o paulista, o nordestino.
O mundo do cuscuz ainda está para ser totalmente explorado, uma forma de conhecer receitas de diferentes partes do mundo é o "couscous fest" na Sicília. Esse festival anual reúne, degustações, aulas de culinária, degustações de vinhos e música durante o mês de setembro, confira aqui mais informações.

Uso Regional

Separei abaixo os usos mais tradicionais da região do Magreb, embora seja o segundo mais popular prato na França.
Na Argélia o couscous acompanha grão de bico, feijões e legumes, como berinjela, alcachofra, e, sempre que possível, a carne.
Na zona saariana, o couscous é servido de forma seca, ou seja, sem legumes ou caldo e um pouco de passas ou frutas secas.
Na área da Tunísia, é feito com carne de coelho ou de carneiro. Mas sempre com grão de bico. Outra escolha popular é com peixe, também é possível umedecido com leite fresco e doce, passas, amêndoas, pistache, tâmaras e nozes.
Em Marrocos é acompanhado de carne de frango ou cordeiro e, como de costume, é servido com dois caldos: um para hidratar a sêmola, e outro, temperado com pimenta vermelha, para dar gosto. Em seguida, os ingredientes que acompanham o cuscuz (nabos, passas, abobrinha, berinjela, grão de bico, cebolas), são submetidos a um cozimento longo e lento, deixando quase confit. Outra receita marroquina muito popular, desta vez doce é feito de açúcar e canela.

 Encomende aqui seu Ferrero
O líder de mercado é o Ferrero, elaborado pela dupla francesa Jean-Baptiste e Anaïs Ferrero que após viverem na Argélia se mudaram para Provence, e fundaram, em 1953, a fábrica Ferrero, aonde adaptaram o conhecimento artesanal à um moderno processo de produção. É a garantia da semolina de trigo duro de qualidade insuperável como se a semolina fosse enrolada à mão e cozida em cuscuzeiras.

Como preparar

Basta colocar o cuscuz numa tigela, temperar com uma pitada de sal e regar com água fervente. Logo depois, você pode juntar um fio de azeite, misturar e abafar. Passados cinco minutos, e não mais que isso, você destampa e usa um garfinho para soltar o preparo, já que ele vai grudando à medida que esfria.

Bom, mas quanto de cuscuz e quanto de água? Considere que uma xícara serve duas pessoas. E a proporção de água é sempre um para um; ou seja, uma xícara de cuscuz precisa de uma xícara de água fervente. Em vez de azeite, você também pode usar manteiga. Quanto? Uma colher (sopa) para cada xícara de cuscuz, assim como o azeite. E misture antes de abafar.

Bon apetit!!

domingo, 11 de setembro de 2016

Basmati: O champagne dos arrozes

Se você acha que o arroz é apenas arroz, confira aqui algumas das razões pelas quais Basmati é considerado o melhor e a razão de dar à ele o apelido:
 “o champagne dos arrozes”.

Origem

Nativo dos vales do Himalaia, entre a Índia e o Paquistão, o arroz Basmati acelera o metabolismo e previne contra várias doenças. Para os indianos é chamado de "Alimento dos reis", a tradução literal de seu nome significa "Rainhas das Fragrâncias", em Sânscrito significa “o aromático” mas também pode significar “o arroz macio”. Em Árabe, seu significado é “meu sorriso”.

Tradição similar aos vinhos no cultivo

A planta exige condições meteorológicas específicas para amadurecer e se desenvolver, sua altitude de cultivo é muito mais alta do que outros arrozes, sofre muito com vento e clima árido único. Seu delicado cultivo exige vigilância constante e cuidado pelo agricultor, podemos comparar ao intenso cuidado do vitivinicultor com seus vinhedos. Este amor e carinho constante é refletido no preço alto em relação ao arroz de grão longo normal, em média R$25 o quilo.

Comparado à champanhe, o Basmati também tem uma história rica em séculos de tradição e herança lendária. Como um bom vinho, Basmati melhora com a idade e, depende inteiramente da natureza para obter as suas características especiais por isso não é comercializado imediatamente após a colheita. Passa por um período amadurecendo, antes de ser cuidadosamente processado, resultando e sabor mais profundo e mais rico.

Capacidade nutricional: "supergrão"

Basmati contém todos os oito aminoácidos essenciais, tem alta concentração de magnésio, proteínas, vitamina E e B, potássio e fósforo, ácido fólico. Também auxilia a reduzir o colesterol ruim pois é rico em fibras e auxilia a absorver as gorduras do prato que o acompanha, podemos utilizar uma manteiga ou creme de leite sem culpa....
Outra característica que o transforma no queridinho das nutricionistas focadas em redução de peso é que ele demora mais tempo para gerar energia ao organismo, um baixo índice glicêmico, esse ritmo mais lento, gradual e equilibrado mantém a energia circulante por um período mais longo, diminui o cansaço e a fadiga e acelera o metabolismo.

Características

O arroz Basmati não se parece com nenhum outro arroz no mundo, ao contrário do arroz comum de grão longo ele tem uma textura leve, macia seus longos grãos são finos, delgados. Sua característica principal é reter a umidade sem que fiquem grudados, tendem a ficar ainda mais compridos quando cozidos. Oferece ao paladar uma experiência totalmente diferente, em termos de sensação de boca lembra ligeiramente um pinoli, uma amêndoa.

Dizem que uma forma fácil de vender a casa é cozinhar Basmati antes da visita do futuro comprador, pois seu aroma maravilhoso é inebriante, passeia pela casa e cria um clima de natureza, campo, madeira exposta no sol, flores, nozes.

Como preparar


A gastronomia étnica da região de origem recomenda cozinhá-lo com leite de coco. A receita básica do arroz Basmati é extremamente simples e você não precisa de nada além de água e sal. O segredo para deixar ele macio e soltinho está na técnica: você primeiro cozinha os grãos em água fervente, escorre e cozinha, no próprio escorredor, coberto com um papel laminado sobre a panela com a água fervendo.

Fica pronto em menos de 30 minutos. É um perfumado e delicado acompanhamento para pratos que tenham bastante personalidade, molhos ricos e temperos exóticos.

Como meu objetivo é representar e comercializar o que há de melhor resolvi escrever sobre esse arroz tão especial, cuja marca Basmati Oriente, represento e entrego na cidade de São Paulo para o consumidor final, no Brasil inteiro represento a marca para empórios e supermercados.

Consulte-me no whatsup(11) 99910-5972 para conferir as condições.

Tigre:o petisco espanhol para quebrar paradigmas

O Tigre é um tapa espanhol simples e delicioso, é um tipo de croquete, um marisco servido na própria casca levemente picante, cremoso por dentro e crocante por fora, de sabor forte que harmoniza com vinho tinto e quebra a regra básica de harmonização por cores.
Conheci a receita quando fiz um jantar harmonizado para a operadora espanhola de cruzeiros marítimos Pullmantur. Nesse evento de relacionamento, o conceito era mostrar as incríveis facilidades na execução de um evento corporativo num cruzeiro marítimo para responsáveis pela organização de conferências de vendas, apresentação de informações técnicas, workshops, etc....
Eu puxei o gancho de eventos corporativos em alto mar ser uma quebra de paradigma para o tema "harmonização de vinhos". Criei uma experiência para quebrar paradigmas: vinho tinto como harmonização perfeita para frutos do mar, rompendo a clássica regra de vinho branco com carnes brancas e frutos do mar; vinho tinto para carnes vermelhas.
Publico a receita do antigo chef de cozinha do restaurante espanhól Almodovar no bairro de Pinheiros, local do evento. Ela requer certa dedicação na confecção já que será necessário limpar, cozinhar e picar os mexilhões, depois incorporar ao bechamel, empanar e fritar mas vale a pena pela beleza e charme de se comer com as mãos e na própria casca. 

Ingredientes:

1/2 pimentão verde e 1/2vermelho
1 cebola
2 dentes de alho
1 tomate italiano maduro, sem pele, semente
2 colheres de sopa de manteiga
1/2 xícara de farinha de trigo
300 g de mexilhão
1 xícara de leite
1 xícara caldo de peixe ou caldo dos mexilhões
Sal a gosto
Pimenta do reino branca a gosto
Farinha de trigo, farinha de rosca e ovos para empanar

Modo de preparo:

Picar o pimentão, a cebola, o alho e refogar com manteiga. Logo incorporar o tomate. Quando os vegetais estiverem cozidos e dourados, colocar os mexilhões picados. Em seguida, acrescentar a páprica e a pimenta. Adicionar a farinha de trigo mexer bem e logo em seguida ir adicionando o leite com o caldo de mexilhões. Cozinhar bem até sair todo o gosto de farinha.
Passe o recheio para uma travessa e cubra com plastico filme para não ressecar a superfície e espere esfriar.
Quando estiver frio recheie as cascas do mexilhão e empane com a farinha de trigo, os ovos e a farinha de rosca.
Fritar em óleo bem quente até dourar.

Harmonização

Destaco o delicioso vinho tempranillo da Rioja que combinou muito bem e faz parte do meu portfólio, o Capitoso da Bodegas Altanza, com apenas seis meses de carvalho foi o par perfeito para esse delicioso petisco.

A última dica é que embora frito é um prato que pode ser elaborado com antecedência e servido na temperatura ambiente, delicioso com molho aioli ou de tomates frescos curtidos no azeite.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Dez regras do ritual do vinho


O conjunto de regras de serviço e apreciação do vinho, consagradas pelo uso e pela prática, pode soar antigo e ultrapassado. Nada disso! São regras valiosas para selecionar, servir e apreciar vinhos. Confira abaixo dez dicas para você se apropriar e traduzir de acordo com seu estilo, preferência, gosto pessoal.


Como selecionar vinhos conforme a ocasião?

O vinho adequado é o vinho que proporciona prazer a quem bebe, de boa qualidade, está em bom estado e no estágio certo de evolução (aqui caberia um novo post, sobre uma importante questão no mundo do vinho: quanto mais velho melhor?).

  • Estabeleça um orçamento;
  • Avalie e analise a ocasião (aperitivo, refeição, pratos, ingredientes, sobremesa, inauguração,clima festivo, clima romântico);
  • Selecione um tema: uva, região, safra, estilo de prato;
  • Afunile as opções selecionando um fornecedor ou no máximo dois;
  • Lembre preço não indica qualidade;
  • A viagem e mau armazenamento alteram as características do vinho,confira seu fornecedor;
  • Verifique a cápsula que protege a rolha.
  • Leia o rótulo e o contra-rótulo;
  • Por fim a ordem dos fatores não altera o resultado.

A que temperatura os vinhos devem ser servidos?

Num país tropical como o nosso é necessário atenção, mesmo os tintos encorpados podem ser resfriados. Eles devem ser chambré, termo em francês que significa colocá-lo na temperatura da sala, ou traduzindo, na sala européia, significa climatizá-los à 18 graus.

  • Espumante – 6°C a 8°C
  • Branco leve – 10°C a 12°C
  • Branco encorpado – 12°C a 15°C
  • Rosé – 10°C a 12°C
  • Tinto leve – 15°C a 17°C
  • Tinto encorpado – 15°C a 18°C

Como guardar e conservar vinhos corretamente?


  • Local limpo e seco;
  • Temperatura 13°C, ou a mais baixa possível sem oscilações;
  • Pouca luminosidade;
  • Longe de vibrações, como motores de geladeira, geradores;
  • Segurança do ambiente;
  • Estocar as garrafas deitadas;
  • Rótulo para cima.

Como escolher a ordem de serviço dos vinhos?

Servir em desacordo não quebra apenas uma regra, desequilibra uma apreciação, muda o paladar, distorce sua impressão, altera toda a experiência.

Considere as oito premissas abaixo:

  • Vinho espumante para iniciar,vinho antes do destilado;
  • Vinho branco antes do tinto;
  • Vinho de menor teor alcoólico antes do maior;
  • Safras recentes antes das antigas
  • Vinhos jovens antes dos maduros ou envelhecidos no carvalho;
  • Menos adstringentes antes dos mais adstringentes antes do velho;
  • Seco antes dos demi-sec e doces.
  • Vinhos de mesa antes dos licorosos e fortificados

Como deve ser uma taça de vinho ideal?

A taça de vinhos ideal deve ser preferencialmente de cristal, quando de vidro que seja:

  • Transparente e incolor
  • Com bojo sem enfeites e adornos; 
  • Com paredes finas;
  • Abaulada, em formato de ovo;
  • Com haste;
  • Borda sem virúlas, corte à frio;

Mais detalhes modelos conforme estilo do vinho está disponível neste link.

Qual a quantidade devemos servir para uma boa apreciação?


Sirva até um terço da taça, deixando espaço para poder avaliar aspecto visual e os aromas. É necessário espaço para deixar o vinho rodar e bater nas bordas, dessa forma libera as moléculas olfativas de forma abundante.


Como fazer a prova do vinho antes de servi-lo?

  • Visão – olhe contra a luz, gire delicadamente a taça,incline-o sobre uma folha de papel branco(ou guardanapo);
  • Olfato – aspire a pequenos intervalos, deixe a memória olfativa trazer aromas que fizeram parte da sua vida;
  • Paladar – provar, tome pequenos goles,deixe o vinho passear pela boca, aspire um pouco de ar para perceber como os aromas da taça se apresentam na boca, perceba sua salivação e adstringência;
  • Tato – ao engolir relembre as sensações, avalie o tempo que o vinho se mantém, preste atenção no peso do vinho, compare com um leite normal e um leite desnatado, crie sua própria percepção.

Quando posso devolver um vinho?

Quando o vinho apresentar aromas estranhos como o cheiro de rolha, refermentação, oxidação, mofo.

Por que e como decantar uma garrafa de vinho?

Para fazer o vinho jovem ou maduro respirar, apenas faça a transferência da garrafa do vinho para o decanter.


Nos vinhos não filtrados ou envelhecidos (as moléculas do tanino se aglutinam, tornando-se sólidos) é fundamental para separar os resíduos sólidos do líquido: é a decantação com foco de luz!

Como harmonizar vinhos e alimentos?

Cada vinho deve ser selecionado para cumprir uma função complementar ao prato que será apreciado!!Use o bom senso, siga as regras básicas da harmonização pela cor e se aventure. Veja mais informações no post sobre a regra básica da cor, experimente com atenção e busque as dicas dos livros, experts e  “apreciadores-exploradores”.

Boa aventura!

domingo, 14 de agosto de 2016

Harmonização: dicas para combinar vinhos e alimentos!!

Combinar vinhos e alimentos é uma experiência subjetiva que dura a vida inteira, existem as regras básicas que nos orientam mas o objetivo da harmonização é ampliar o prazer gustativo da refeição.
Do meu ponto de vista o vinho cumpre uma função complementar ao prato que será apreciado: limpar as papilas gustativas, através da tanicidade ou salivação, e/ou adicionar aromas e sabores ao paladar, frutados, exóticos, de especiarias.

Minha dica número um é seguir a regras básica da harmonização pela cor, e assim se aventurar em águas seguras...

Regra Básica de Harmonização pela cor

Tao básica que em tempos de inovação somos tentamos a quebrar....o vinho tinto combina com as carnes vermelhas e vinho branco com as carnes brancas.

A razão está no tanino......pois a coloração do vinho é proveniente dessa substância chamada tanino, utilizamos esse critério como uma forma de avaliar o vinho tinto: como muito ou pouco tânico.
Além da cor a ação na boca do tanino é da adstringência,ele aglutina as moléculas de proteína e proporciona uma poderosa limpeza nas papilas gustativas. A intensidade dessa sensação de adstringência varia conforme a tanicidade do vinho e seu estágio de amadurecimento na garrafa ou barrica de carvalho.

Vinhos tintos jovens são mais tânicos, com maior acidez e perfeitos para carnes gordurosas e suculentas. Já os vinhos tintos mais amadurecidos tem taninos elegantes e menor acidez e são companhia ideal para carnes menos gordurosas e elaboradas com processo de cocção lento, com diferentes especiarias.
Adicionar legenda

Os vinhos brancos por outro lado trazem a acidez, aquela sensação de frescor proveniente da salivação. Assim todos os alimentos que tem uma acidez natural ficam harmonizados com vinhos frescos, caso contrário, a bebida parece sem graça, sem estimular o paladar. Seja pela temperatura mais fresca de serviço seja pelo estímulo na salivação,os vinhos brancos são os melhores acompanhamentos para as saladas, peixes, ovos, queijos.

A presença do gás carbônico nos vinhos espumantes potencializa a salivação, criando um forma de limpar o paladar de gorduras mais potente que os vinhos brancos tranquilos, são perfeitos para festejar, bater-papo e harmonizar com petiscos, tapas e frituras. São perfeitos para namorar......

O grande coringa são vinhos rosados, servidos resfriados trazem frescor, salivação e com estrutura, graças ao tanino, é a escolha ideal entre um bom vinho branco e um tinto leve! Perfeitos para acompanhar pratos frescos com proteína e ricos no tempero mediterrâneo!

Com base nessas características básicas a minha dica é testar e anotar as impressões, aprimorar sua capacidade de avaliação e viver essa deliciosa aventura de harmonizar!

domingo, 31 de julho de 2016

Rosé Piscine: receba com estilo e quebra de paradigmas


A nova tendencia para receber os amigos é servir Rosé Piscine, um vinho rosé da Provence, aromático, refrescante e saboroso. Criado para solucionar a quebra de paradigma vivenciada pelos habitués nos escaldantes verões da Côte d’Azur: servir vinho com cubos de gelo.

A história do vinho

O conceito do vinho criado por Jacques Tranier, presidente da Vinovalie, é um rosé servido exclusivamente com gelo. Após férias na região Jacques provou o hábito dos bares locais: vinho rosé servido em taças de Cognac com gelo. Percebeu que embora refrescante o vinho ficava aguado, diluído e sem sabor. Nesse momento resolveu lançar um vinho especial, proveniente da região e que ficasse melhor ao ser consumido com gelo.

Os enólogos do grupo buscaram a solução e o nome e a embalagem trouxeram as cores que remetessem ao verão, praia, piscina, vinho rosé, gelo, taça grande, cores claras e o azul do mar remetendo à praia do Mediterrâneo.

O estilo do vinho

Rosé Piscine foi lançado e se transformou num hit, um vinho descompromissado muito bem elaborado, pedida perfeita para os dias quentes, a garrafa que já diz para que veio: beira de piscina, praia, toalhas felpudas, biquínis classudos, gente bonita, sol e céu azul, importando diretamente para o Brasil o clima e estilo de Saint-Tropez.

A descrição do vinho

Elaborado com Negrette, uva autóctone do sudoeste da França, de coloração salmão, brilhante e delicado demonstra a tipicidade dos vinhos da região. Extremamente frutado é sedutor, evolui em notas intensas ao longo da degustação: lichia, rosas, morango. Os cubos de gelo equilibram a maior concentração de açúcar, torna a bebida charmosa, refrescante e irresistível.

A harmonização do vinho

Sua elegância, leveza e frescor harmoniza com petiscos de verão. Desde frituras como iscas de peixe e lula à dorê, aos diferentes pratos à base de frutos do mar como: coquetel de camarão, casquinha de siri, marisco lambe-lambe, peixe à escabeche.
Pode acompanhar os pratos leves,como saladas e quiches, as carnes frias como carpaccio de salmão ou rosbife e principalmente os produtos com inspiração no mediterrâneo como: bruschettas, salada caprese, molho pesto e aioli, azeitonas e tapenade.

O serviço do vinho

Este vinho deve ser servido com gelo, para ressaltar sua estrutura leve, boa acidez e frescor, principalmente em dias quentes à beira da piscina.
Minha dica de ouro é não economizar no gelo, são necessários para deixar as garrafas no balde e principalmente para colocar nas taças.
Servir resfriado em taças parecidas com conhaque ou taças de vinho do modelo Borgonha, a etiqueta ajuda muito aqui: segurar na haste da taça evita a troca de temperatura e também não suja o bojo. A dica de ouro é utilizar modelos clássicos de vinho que tenham uma capacidade mínima de 300ml e bordas cortadas à frio, sem bordas grossas.

Quem gostar das dicas compartilhe suas impressões aqui ou no facebook.
Até a próxima!!

sábado, 30 de julho de 2016

BÉNÉDICTINE: A zest of eternity.

O licor mais velho do mundo 

Compartilho aqui a história do BÉNÉDICTINE um dos licores mais famosos, antigos e sofisticados do mundo, comercializado em mais de 90 países, principalmente na Europa e Estados Unidos, criado em 1510 e recriado trezentos e cinquenta e três anos depois.

O resgate da receita do elixir

Foi na pitoresca cidade litorânea da Normandia,  na abadia de Fécamp (Abbaye de la Trinité em francês), aonde o monge beneditino, Dom Bernardo Vincelli criou um elixir medicinal destilado no próprio mosteiro, com várias ervas aromáticas e plantas de origens variadas. Embora tenha feito sucesso, a receita se perdeu durante a Revolução Francesa em 1789 com a ocupação da Abadia.

Em 1863, foi resgata por Alexandre Le Grand num grimório (do francês grimoire(livro de poções e magia)) na biblioteca da família. Esse comerciante de vinhos, especialista em álcool, decifrou a fórmula e retomou sua fabricação com a ajuda de um químico, mantendo a tradição de que somente três pessoas poderiam conhecer sua fórmula secreta.

Surge então o licor misterioso, chamado Bénédictine em homenagem aos monges beneditinos, numa garrafa com forma e rótulos facilmente reconhecíveis,  com a sigla DOM, abreviatura de DEO OPTIMO MAXIMO, que significa: para Deus, só o melhor e o maior.

Seu aroma mistura notas de especiarias com notas frescas de frutas cítricas, arredondado por um toque de mel, um sabor inesquecível capaz de despertar todos os nossos sentidos. Sua cor âmbar amarelada que lembra o açafrão e demonstra as suas diversas e longínquas origens completa a sensação exótica e única. É extremamente rico na boca sua textura traz uma maciez ao paladar, uma sensação delicada que permanece por muito tempo na boca.

A receita


Composto por 27 ervas, plantas e cascas de árvores, entre as quais se destacam melissa, canela, chá, tomilho, coentro e noz-moscada. A extração das essências aromáticas é feita por quatro diferentes processos de maceração e infusão em álcool. Cada preparação é então destilada lentamente, até mesmo duplamente destilada, dependendo dos ingredientes. Hoje assim como antes, a destilação é feita em alambiques de cobre, são peças únicas e datam da época de Alexandre Le Grand. A produção de uma garrafa leva três anos, seguidos de quatro outros anos de envelhecimento.

A destilaria



A destilaria fica no Musée de la Bénédictine inaugurado em 1898 para abrigar a destilaria e a residência de Alexandre Le Grand,sofreu um incêndio em 1892, e reconstruído, dessa vez com a contratação de dois arquitetos com estilos distintos, gótico e renascentista, e reinaugurado em 1898, ano da morte de Alexandre, hoje recebe mais de 150 mil visitantes anualmente.


É possível fazer um tour guiado para ver alambiques com mais de 150 anos ainda em uso, a sala dos barris onde o licor é envelhecido e a moderna galeria de arte que contém uma das maiores coleções mundiais de Juan Miró, além da incrível 
biblioteca e coleções que pertenceram a rica família Le Grand.


Afrescos,no teto Palácio Bénedictine
Reservando com antecedência participe de diferentes atividades como workshop de coquetelaria, análise e experiencia olfativa e pacote gourmet, vale conferir neste link mais informações para planejar sua visita.

Esse licor faz parte da coquetelaria clássica, é o presente ideal para quem tem tudo, deve estar na bandeja de nossa casa, e principalmente merece muitos testes  de coquetelaria e também nos crepes e doces, sendo assim,em breve pretendo dividir com você que se interessou pelo assunto como eu. Até o próximo!!

domingo, 17 de julho de 2016

O que é Pastis??


Uma breve história


Pastis, é um clássico aperitivo francês, que faz parte da tradição nos países mediterrâneos de bebidas aromatizadas com a especiaria anis: 
Arak na Arábia, Raki na Turquia, Ouzo na Grécia, Sambuca na Itália.
Todos nomes de bebidas aromatizadas com uma ou duas variedades de anis Illicium verum, originária da China e do Vietnã conhecido como o anis estrelado e a variedade conhecida por nós como erva doce, o Pimpinella anisum.
O Pastis é um licor com 45% de álcool, típico da região de Marselha, que utiliza a maceração do anis. Já era produzido em 1915, quando ocorreu a proibição de bebidas com absinto e semelhantes na França. Em 1922, com o restabelecimento da produção de bebidas alcoólicas com anis a 40°, um frenesi tomou conta da Provence, onde se tornou popular em todos os bares da região. Em 1932, Paul Ricard criou uma receita inovadora e pela primeira vez a palavra Pastis surgiu no rótulo de um aperitivo de anis, passando a ser um nome clássico, Pastis de Marseille.

Como beber Pastis



Dilua com água, na proporção de uma parte de Pastis para cinco partes de água, e a cor muda para um branco leitoso turvo. Ele fica turvo quando diluído com água devido a uma reação química entre a água, o álcool e os óleos do anis.

Como servir Pastis

Existem copos transparentes, de altura pouca coisa inferior ao clássico copo de requeijão, que tem uma marca sutil para facilitar o serviço pois mostra a medida exata para a diluição. 
Nós podemos adaptar utilizando os informais copos de boteco,ou dar um ar sofisticado em taças de champanhe abertas.

Faz parte do estilo francês utilizar jarras ou garrafas de vidro, com capacidade para meio litro de água, que são deixadas sobre as mesas para servir o Pastis conforme o gosto do cliente.
Essas garrafas e outras jarras baixas, mais típicas do sul da França, são colecionadas e vendidas no e-bay pelos colecionadores apaixonados pelo Pastis.

Minha indicação de Pastis


Refrescante e perfeito para compartilhar com os amigos meu escolhido é um verdadeiro Pastis de Marseille: o Pastis Duval. Elaborado pela mais antiga destilaria francesa a La Martiniquaise com uma fórmula secreta: uma mistura única de álcool de qualidade superior, anis estrelado, raízes de alcaçuz e xarope são combinados com um buquê de essências aromáticas de plantas e especiarias.
O seu sucesso está no mix de essências aromáticas que lhe  sabor e sutileza, já que todos os Pastis tem como predominância aromática o anis.
 

Servir o quê com Pastis 

Petiscos com inspiração mediterrânea: tapenade (receita que mistura alcaparras e azeitonas verdes ou pretas picadas na faca,uhmmm!!!!), caviar de berinjela, canapés de carpaccio, caprese no palito, molho aioli entre outros tapas.