terça-feira, 17 de janeiro de 2017

5 questões sobre o uso da palavra Château no rótulo de um vinho

O termo Château, que em francês significa castelo é para muitos o sinônimo de grande vinho, francês, claro!! A dúvida frequente para quem está iniciando no mundo do vinho é porque encontramos com tanta frequência o termo "Château" nos rótulos de vinhos e qual a sua real importância? Garante um vinho de alta qualidade? Esclareça abaixo os cinco pontos relevantes sobre esse assunto:

 1. Existe sempre um château, um castelo, uma edificação?

Não, não existe necessariamente um castelo na vinícola, embora em algumas áreas realmente tenha um.

2. É permitido usar a palavra Château em qualquer rótulo de vinho?

Não, pelo menos na França não é permitido utilizar em qualquer rótulo.
Existe uma lei que regulamenta essa terminologia. De acordo com a legislação mais recente (2012), são necessários três elementos:

  • O vinho em questão deve ser um vinho de denominação  protegida ou controlada (ainda detalho mais esse assunto).
  • As uvas devem ser colhidas em terras pertencentes ao domínio (e não compradas, de modo que não é um vinho de negociante).
  • A vinificação deve ser realizada dentro do domínio.

3. O termo Château só é utilizado em Bordeaux?

Não, embora a terminologia château seja muito popular em Bordeaux, também encontramos na região do Languedoc e em outras regiões da França.

4. Por que esse termo é utilizado tantas vezes?


Porque agrega valor ao vinho, como se fosse uma forma de mostrar que é um vinho elaborado pela aristocracia. O termo se originou após a primeira lei francesa de proteção de marcas em 1857, que obrigava a identificar a região no rótulo e adicionar um elemento distintivo, como os termos domaine, château, clos, etc. Quando surge a classificação "cru" as 5 propriedades cru de Bordeaux são château. Pronto!! A febre pela distinção, consequentemente a busca por mais lucro, fez com que muitos viticultores anexassem a palavra château em sua designação local.Toda a vizinhança adota essa distinção!! Funcionou tão bem que o número de vinhos com a palavra chateaux excedeu 2000 em 1920, rs.... Como o crescimento continuou de forma constante e incontrolável, em 1930 a lei passou a regulamentar o uso do termo e foi evoluindo até a versão de 2012.

5. Como funciona em outros países?

Alguns vinhedos do novo mundo, obviamente plagiam o termo para criar maior dignidade, porém da mesma forma que a lei que regulamenta os termos de produto como o espumante champagne, da região da Champagne, e das regiões demarcadas, existe uma previsão de controle dessa nomenclatura também no exterior.
Agora é só aguardar....

domingo, 15 de janeiro de 2017

Amaro Lucano: o digestivo italiano que surpreende!

Você alguma vez já se perguntou o que são aquelas belas garrafas italianas alinhadas na prateleira atrás do bar, com  nomes diferentes graduações alcoólicas diferenciadas, algumas famosas como o Campari, o Vermute e outras menos conhecidas como os Amaro? Em São Paulo com a cultura italiana da comida e do vinho constantemente presente no dia a dia, é mais fácil entender a forma como essas bebidas são consumidas.
São bebidas consumidas de uma forma ritualística, antes ou depois da refeição, seja para estimular o paladar ou para facilitar o processo digestivo. Essa é a obsessão dos italianos: a digestão, é como se eles estivessem convencidos de que o fígado ocupa um lugar santificado que rege sua harmonia corporal e seu humor.
Deve ser por causa dessa tradição que existem mais de 300 diferentes tipos de bebidas digestivas, servidas após o jantar para aliviar o paladar do excesso de trabalho do processo digestivo e o peso que muitas vezes segue as refeições de pelo menos 4 etapas - antipasto, massas, carne com legumes, salada e sobremesa. 

Digestivos, ou como se fala em italiano digestivi,  tanto pode ser uma bebida no estilo licorosa, doce, untuosa, como um destilado sofisticado como a Grappa ou o Amaro, considerado um tônico, mais medicinal. Sobre este último, a razão deste texto, uma grande verdade: ou as pessoas amam ou odeiam.

O QUE É O AMARO LUCANO?

Amaro, que em italiano significa amargo é um destilado de produção familiar tradicionalmente elaborado através da infusão de aguardente vínica com um mix secreto. O Amaro Lucano possui na sua composição mais de 37 ingredientes. São ervas, flores, cascas aromáticas, casca de frutas cítricas e especiarias- uma mistura que pode incluir qualquer coisa de cardamomo para uma variedade de flor européia conhecida como elderberry, angélica, absinto, cravo, cardamomo, sálvia, além de outros ingredientes secretos que fazem parte da receita, nunca antes visto. 
Por sua complexidade e riqueza, em 1900 Amaro Lucano ganhou notoriedade em toda a Itália, e até o dia de hoje é um popular licor por toda a Europa.
Com sabor equilibrado entre doce e amargo, um toque vínico, sua principal característica é sua riqueza aromática em frutas, encontramos frutas cítricas, uvas e ameixas, além de especiarias. O sabor de boca, é consideravelmente mais profundo e mais complexo, as notas são ampliadas, aparecem notas de alcaçuz, café recém coado, chocolate amargo, casca de laranja, e uma mistura de frutas maceradas e passificadas - uvas, figo. Notas florais surgem com o tempo e consideração - um pouco de rosas e alfazema com um toque moderadamente amargo, mas muito duradouro.

ORIGEM

Os amaros foram desenvolvidos por monges italianos por volta de 1700 e eram usados como tônicos para longevidade, para os momentos em quem o corpo precisava de mais ânimo ou um elixir para as horas de celebração.
O Amaro Lucano é considerado um embaixador da província de Matera, Basilicata, região ao sul da Itália. O nome lucano é dado a quem nasce nessas terras, antes conhecida como Lucânia. Foi em 1845 que Pisticci, uma cidade entre o salto e a sola da bota italiana, viu nascer este lucano ilustre. Na época, Pasquale Vena, o fundador, era aprendiz de confeiteiro em Nápoles e, entre muitas experiências, criou a infusão no retorno à cidade natal, onde até hoje está instalada a fábrica. A receita completa, hoje, só é conhecida por Pasquale, 57 anos, neto do fundador – a família alterna os nomes Pasquale e Leonardo para os homens a cada geração.

COMO É ELABORADO?

Cuidadosa seleção de plantas e ervas, que são desidratadas de forma natural, em ambiente com temperatura controlada.
Em seguida, prepara-se a base para o blend. Cada planta é macerada em uma mistura de álcool puro e água. Este processo leva-se mais de uma noite em um banho termostático numa temperatura entre 55° C e 60° C. Após a maceração, a mistura é prensada para obter infusões de intensidade variável. 
Estes são, então, misturado com óleos essenciais, álcool e água pura para obter extratos. Para obter um resultado perfeito, a mistura é armazenada para manter suas qualidades organolépticas sem quaisquer alterações. Decanta-se por um período que varia de três até quatro meses. Durante este período, os sedimentos pesados ​​se acumulam na parte inferior, enquanto os mais leves acumulam na superfície. Só o coração do extrato é usado, assim derivando o seu principal ingrediente do Amaro Lucano.
Para fazer o licor são adicionados ao extrato, água pura, açúcar, álcool e caramelo. Durante este período, os exames laboratoriais e são executados até o produto preencher as condições necessárias é armazenado em cubas de inox.
Em seguida, o líquido é filtrado e re-testado. Graças ao controle de qualidade e análise realizada durante o processo de fabricação, Amaro Lucano foi premiado com ISO 9001/2008, sendo um garantia de uma empresa de qualidade.

Como degustar?

Austero no aroma e decisivo no palato. É excepcional puro, com gelo, com café ou combinado em coquetéis. Torna-se uma bebida refrescante com limão, gelo ou raspas de laranja e um pouco de água tônica. No inverno, pode ser apreciado com um pouco de água quente. Delicioso também como toque final de uma taça de sorvete.
FOTOGRAFIA LEO FELTRAN
São tantos coquetéis e drinks criados com esta bebida que merece uma nova publicação. Minha maneira preferida, refrescante e para quem aprecia cerveja é servir uma dose de amaro lucano num copo com gelo e completar com uma pilsen de boa qualidade, é assim o Birra Amaro, o coquetel servido no bar Sub-Astor em São Paulo, confira!!


Sub Astor 
Rua Delfina, 163, Vila Madalena
Tel. + 55 11 3815-1364
www.subastor.com.br

 www.facebook.com/subastor

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

O savoir vivre francês : SAINT RAPHaEL ÂMBAR

A história do aperitivo francês Saint Raphael remonta a 1830, é um aperitivo tradicional francês frequentemente associado ao savoir-vivre à la française!!
Seu nome, em homenagem ao arcanjo Raphael, veio de uma invocação do criador da receita Dr. Juppet. Diz a lenda que ao trabalhar no desenvolvimento de um aperitivo feito de casca de laranjas, depois de longas noites de sono, o pesquisador ficou quase cego. Ele então usou uma citação bíblica -em que o anjo Rafael cura Tobias de sua cegueira- para conseguir encontrar sua receita de excelente qualidade, e ainda recuperou a vista.

A receita

Vamos falar do aperitivo que encontramos nas prateleiras brasileiras, o âmbar. Ele é uma bebida sofisticada, com 16% de álcool que alia os sabores de vinhos nobres com plantas aromáticas e exóticas. Dentre os ingredientes o quinino, cacau, laranja amarga, baunilha cuidadosamente selecionados passam por macerações e pela infusão no álcool para extrair todos os aromas. Em seguida o mestre de adega, respeitando a receita tradicional faz o blend desses diversos ingredientes com um dos elementos básicos: "jeropiga". Esse vinho doce é obtido pela fortificação de álcool no mosto de uva, interrompendo o processo de fermentação e preservando o açúcar natural das uvas.

O Quinino, proveniente da Cinchona, Cinchona calisaya, ou Kina-Kina é o elemento mais emblemático desse aperitivo,  é uma árvore exótica cultivada por sua casca, cuja propriedades benéfica à saúde são conhecidos há séculos, para complementar o tratamento da malária, eliminando o vírus da doença que traz o amargor.

A força da sua história

A bebida é emblemática e ligada a um mundo rico em história e tradições, é um aperitivo tradicional francês frequentemente associado com os anos gloriosos, "30 Glorieuses", período que representa um momento feliz e despreocupado, da explosão das festas, cafés, bistrôs e salões de dança, que começou após a Segunda Guerra Mundial e continuou até meados dos anos 70. Na época, os animados cafés serviam como ponto de encontro, onde as pessoas se encontravam, curtiam a vida cultural e noturna francesa.

Importância da Embalagem:

ST RAPHAEL, traduz as tradições francesas, numa saga que começa em 1830 e foi se desenvolvendo ao longo dos anos, oferecendo aos consumidores uma jornada para mostrar seu patrimônio histórico francês através de suas garrafas e rótulos inspirado no estilo gráfico dos anos 30, que acompanharam este aperitivo e que sucessivamente ao longo das décadas refletiram um mundo que simboliza a alma de St Raphael e podem ser vistos em painéis do pinterest e no próprio site.

Como consumir:

De sabor sutil com delicado amargor e doçura pode ser consumido fresco, em gelo "on the rocks" também combina com vodka, gin ou conhaque, se tornando uma base ideal para muitos cocktails, com suco de frutas, licores ou refrigerante.

Receitas de drinks

Mar das Antilhas
3/10 ST RAPHAEL Âmbar Dore
3/10 rum branco
2/10 Vermouth
2/10 Curacao Blue
Montar direto no copo longo e decorar com uma fatia de kiwi e cereja.

Paixão
3/10 ST RAPHAEL Âmbar Dore
2/10 Vodka
2/10 suco de maracujá
2/10 Néctar de Pera
1/10 Creme de Cassis
Prepare em uma coqueteleira, bata e sirva numa taça martini.
Decore com um quarto de uma fatia de limão.

sábado, 31 de dezembro de 2016

Pastis o passaporte para o sul da França

Muito mais do que o vinho, é o pastis que nos conduz ao estilo de vida descontraído do sul da França. 
Esse licor com sabor de anis, refrescante e perfeito para papear, é a segunda bebida mais vendida na França, perde apenas para o vinho. Criado para ocupar o vazio deixado pela proibição de fabricação do absinto em 1916, por conta da constatação de seu efeito alucinógeno -uma das explicações quando o artista Vincent van Gogh cortou sua própria orelha, ignorando o problema real: muito absinto naquela época tinha 70% de álcool- tomou conta da França e de alguns países europeus como uma febre, uma moda que ficou.

Sobre bebidas com anis

As bebidas aromatizadas com anis são um denominador comum entre povos das mais diferentes culturas do mediterrâneo, inclusive alguns do oriente próximo, pode ser o Arak na Arábia, Raki na Turquia, Ouzo na Grécia, Sambuca na Itália ou na França, o Pastis.
Essas bebidas são preparadas da mesma forma, através de maceração de ingredientes, da mistura com um bom álcool de base, da diluição e do adoçamento, algumas preparações utilizam os grãos de anis, variedade conhecida por nós como erva doce, o Pimpinella anisum, natural da Ásia Menor, da Grécia e do Egito. enquanto outras preparações utilizam a semente Illicium verum, originária da China e do Vietnã conhecido como o anis estrelado.
O Pastis Duval é elaborado pela mais antiga destilaria francesa a La Martiniquaise com uma fórmula secreta: uma mistura única de álcool de qualidade superior combinado com um buquê de essências aromáticas de plantas e especiarias como o  anis estrelado, raízes de alcaçuz e xarope, dá sabor e sutileza.

Como beber Pastis:

Dilua com água, na proporção de uma parte de Pastis para cinco partes de água, a bebida fica turva devido a uma reação química entre a água, o álcool e os óleos do anis.

Como servir Pastis

Existem copos transparentes, de altura pouca coisa inferior ao clássico copo de requeijão, que tem uma marca sutil para facilitar o serviço pois mostra a medida exata para a diluição. Nós podemos adaptar utilizando os informais copos de boteco ou dar um ar sofisticado em taças de champanhe abertas.
Faz parte da tradição francesa utilizar jarras ou garrafas de vidro, com capacidade para meio litro de água, que são deixadas sobre as mesas para servir o Pastis conforme o gosto do cliente.  Mas para não perder a experiência de ver o líquido ficar turvo quando se mistura com a água no copo a minha sugestão é fazer o serviço no momento da degustação.
Essas garrafas e outras jarras baixas, mais típicas do sul da França, são colecionadas e vendidas no e-bay pelos colecionadores apaixonados pelo pastis.

Harmonizar com o quê?


Petiscos com inspiração mediterrânea: tapenade (receita que mistura alcaparras e azeitonas verdes ou pretas picadas na faca, uhmmm!!!!), caviar de berinjela, canapés de carpaccio, caprese no palito, molho aioli entre outros tapas.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

10 maneiras de utilizar o azeite trufado

A trufa é considerada uma iguaria muito rara, não pode ser cultivada, é caçada por cães treinados, confira mais informações sobre esse ingrediente neste link

O azeite de trufa pode ser feito em casa com azeite de oliva de alta qualidade e trufas pretas frescas ou trufas brancas frescas. Porém o sabor trufado se dissipa rapidamente, precisa ser utilizado dentro de alguns dias. 

A solução veio através de um componente aromático artificial conhecido como bis metilto-metano, que lembra o aroma de alho, e  com vida útil mais longa, trazendo glamour nas receitas do dia a dia.


Selecionei um azeite trufado italiano nascido a partir da combinação de trufas negras frescas e selecionadas com azeite de oliva extra virgem, utilizando a experiência local de Molise, através de rigorosa pesquisa gastronômica.

Duas regras básicas

A regra número um é que o azeite de trufa deve ser utilizado quase que exclusivamente como um ingrediente de finalização. Apenas adicionado ao prato no final da preparação, normalmente em pequenas quantidades, não é usado para cozinhar, seu sabor  de trufa será comprometido se o ingrediente for exposto ao calor!

A regra número dois é não exagerar, o azeite de trufas não deve ser usado em cada prato de um jantar. Embora existam infinitas utilizações para azeite de trufas, se três dos cinco pratos principais incluem azeite de trufas, o encanto desta experiência de sabor único é diminuída ou mesmo perdida.

As principais maneiras para utilizar azeite de trufas:

1. Use azeite de trufas para realçar o sabor de trufas frescas.

Trufas de verão e trufas da Borgonha são consideravelmente mais suaves no sabor do que as trufas de inverno, portanto, óleo de trufa branca ou preta diretamente sobre as fatias de trufas frescas é uma forma perfeita para o azeite de trufa.

2. Faça vinagrete de azeite de trufas.

Use uma colher de chá ou duas de azeite de trufas combinado com azeite de oliva, suco de limão ou vinagre, sal, pimenta e mostarda Dijon. Use esse vinagrete de azeite de trufas para saladas com cogumelos ou presunto crú e queijos duros.

3. Regue azeite de trufas nas batatas, massas, polenta ou risoto.

Considerado por muitos como um dos melhores usos para base de amido com sabor suave, sejam das batatas, massas, polentas e risotos, faz uma combinação perfeita com o sabor do azeite de trufas preto ou branco.

4. Pizza com azeite de trufas.


Azeite de trufas agrega muito na pizza, especialmente com presunto parma, cogumelos e alcachofra.

5. Os ovos e azeite de trufas.



Esta é uma grande harmonização, inesquecível. Se borrifar sobre ovos mexidos ou uma omelete de queijo cria um estilo elegante,  embora trufas frescas são freqüentemente usadas ​​com ovos, azeite de trufas é uma maneira barata para desfrutar dessa harmonização clássica no seu dia a dia.

6. Azeite de trufas vai bem com muitos vegetais.

Sim, para a linha fitness com muita parcimônia, vale um fio desse requintado azeite sobre os aspargos, a couve-flor, batata doce, inhame, milho-cozido.

7. Carpacio de carne


Maravilhoso com azeite de trufas. A combinação de carpacio, queijo parmesão, rúcula, ou outra folha escura amarga, limão e azeite misturado com azeite de trufas é celestial. Meu prato predileto de verão, no lugar do suco de limão faço meu vinagrete com o vinho que vou consumir, branco ou tinto!!

8. Receitas com cogumelos

Geralmente pode ser reforçada com azeite de trufas. Pense risoto de cogumelos, sopa de cogumelo cremoso, polenta com ragú de cogumelos, e até com quiche o azeite vai agregar glamour ...

9. Termine um filé de peixe, filé mignon, peito de pato ou bom pedaço de cordeiro com azeite de trufas.

Muitos tipos de peixe, carne vermelha, e até mesmo frango, coelho e outros estilos de carnes brancas casam bem com trufas frescas, o que significa que, eles também são perfeitos para harmonizar com azeite de trufas.

10. Pipoca e batatas fritas.

A opção para utilizar azeite de trufa não estaria completa sem este plus. Após o processo de cozimento estar completo, borrife o produto acabado com azeite ou então utilize o sal trufado, simplesmente perfeito!!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Métodos de Elaboração do Champagne, Asti ou Espumante

Vinho é uma bebida fermentada de uva, cujo processo de transformação do açúcar da uva em álcool libera gás carbônico e calor.

No caso do vinho espumante o gás carbônico, natural e proveniente da fermentação alcoólica é aprisionado. E a forma que esse gás carbônico é aprisionado nomeia seu estilo de vinificação e características marcantes, confira aqui os três métodos mais conhecidos:

  • Método Asti

Método que surgiu na região italiana do Piemonte cuja fermentação é única em cubas de aço inoxidável. Utiliza-se a variedade de uva branca Moscato (Moscatel no Brasil), o vinho tem graduação alcoólica baixa, entre 7 e 9 graus, e é muito aromático, leve e delicadamente doce.
    • Método Charmat
    O processo tem duas fermentações nas autoclaves, a primeira para fazer um vinho base, e a segunda fermentação para criar as borbulhas. No tanque de aço inoxidável adiciona-se açúcar e leveduras ao vinho base para fermentar novamente, o gás carbônico se mistura à bebida pela pressão do ambiente, e é envasado junto com a bebida em baixa temperatura. Graças a tecnologia a fermentação tem temperatura controlada para proporcionar aromas deliciosos e frutados, bolhas de gás carbônico pequenas com agradável sensação na boca. Não existe uma uva tradicional: Chardonnay, Riesling e Pinot Noir são exemplos utilizados e sua graduação alcoólica é padrão entre 11,5 até 13%. Representa os melhores vinhos espumantes custo-benefício, por causa do baixo custo de elaboração, com frescor e ênfase nos aromas frutados.
    • Método Tradicional (Champenoise )
    Chama-se champagne o vinho espumante elaborado na região Champagne, França, cujo processo de armazenamento do gás carbônico acontece durante uma segunda fermentação do vinho dentro da garrafa. É elaborado um vinho base, distribuído em diversas garrafas e adicionado em cada uma delas, açúcar e leveduras. O processo de segunda fermentação acontece dentro desse vidro.

    Esse método, conhecido como champenoise ou tradicional, é utilizado em vários países e proporciona um espumante mais requintado e complexo com borbulhas pequenas e delicadas na boca, criando uma sensação de cremosidade na boca.
    Para retirar as leveduras que ficam nas garrafas, acontece um lento processo chamado de "remuage", as garrafas são viradas e suspensas aos poucos, ao longo de meses para que toda sua sedimentação fique próximo ao gargalo da garrafa. 
    Congelando apenas o gargalo de cada garrafa, acontece o "dégorgement", a abertura da garrafa e expulsão dos resíduos.
     O líquido que se perde nesse processo é então reposto na garrafa que são fechadas com rolhas e as gaiolas. Essa reposição também tem seus requintes e detalhes, é o "liqueur de tirage", uma adição de bebida e açúcar que permite trazer ao espumante diferentes qualificações como segue abaixo:

    • Extra-Brut, Brut Nature ou Brut Zero – menos de 5 g de açúcar por litro de vinho – totalmente seca, delicada e austera.
    • Brut - teor de açúcar entre 5 e 15 g de açúcar por litro de vinho – seca a muito seca, porém nunca austera.
    • Extra  Dry (Extra-Seco)’ - teor de açúcar entre 15 e 25 g / litro – o nome engana pode ser seca a ligeiramente doce. Acompanha sobremesas leves.
    • Dry ( Seco) - teor de açúcar entre 25 e 35 g / litro – Considerável grau de açúcar. É um vinho de sobremesa.
    • Meio Seco ou Semi Sec - teor de açúcar entre 35 e 50 g / litro.
    • Doce - teores acima de 50 g / litro.

    Assim, podemos brindar de forma similar com orçamentos diferentes de acordo com a nossa possibilidade. Confira uma seleção de 7 rótulos perfeitos para a época do ano de maior consumo desse estilo de vinho no link.
    Agradeço a visita e tchin tchin!!

    quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

    Confira 7 garrafas de champagne e espumante para qualquer ocasião

    Perfeito para qualquer festa, o vinho espumante não é apenas para a véspera de Ano Novo, é claro que nessa época quase que todos nós vamos abrir alguma garrafa desse estilo de vinho muito em breve.

    Resolvi escrever sobre as minhas sugestões, represento e comercializo apenas na cidade de São Paulo, que ilustram a variedade disponível no mercado, suas diferentes características de cor, aromas, sabores e sensação tátil demonstrando a sua versatilidade principalmente na harmonização. Destaquei algumas combinação de doces e salgados para cada garrafa incluindo aperitivos, entradas e sobremesas- descubra que cada refeição e ocasião é digna de algum borbulhante.
    http://champagne-andre-delaunois.fr/

    Elaborada pelo produtor André Delaunois, é um champagne de terroir e tradição, classificado 1er Cru, produzido no coração da montanha de Reims, precisamente em Rilly la Montagne, essa pontuadíssima brut vintage é uma blanc des blanc, o que significa, 100% Chardonnay, com uma graduação alcoólica de 12%, e safrada, 2008, ou seja, proveniente de uma mistura de vinhos base de uma única safra. Muito especial e potente com textura excepcionalmente fina, aromas de pêras e madressilvas, apresenta na boca com belo volume, encorpado e com frescor persistente. Minha sugestão para harmonizar com os frutos do mar: ovas, lagosta, caranguejo, ostras, vieiras.
    http://champagnesalmon.com/
    Criada em 1958, Champagne Salmon, tem apenas 10 hectares sendo 8 hectares plantados em Pinot Meunier, um hectare em Pinot Noir e finalmente um hectare em Chardonnay.  Esse champagne rosé, 100% pinot meunier, com 12% de álcool possui uma delicada coloração  rosada com reflexos alaranjados, suas bolinhas de gás carbônico sobem ao longo da taça de maneira contínua e possui muitos
    aromas de frutas vermelhas e frutas pretas maduras. Perfeito para brindar e também acompanhar pratos ricos elaborados com cogumelos e trufas, como massas recheadas, risoto.
    Produzido na região do Piemonte, pelo produtor CASA CALDIROLA, é um espumante brut, com as típicas uvas da região, Cortese, Arneis, Chardonnay, muito bem elaborado pelo método Charmat, de cor amarelo claro e reflexos dourados, aromas intensos de mel, nozes.  Muito equilibrado e intenso sabor de amêndoas no final, harmonização perfeita para pratos com ovos, quiches, ovos benedictine, omeletes.

    Um clássico espumante extra-dry elaborado pela Campari com as uvas cultivadas na região do Vêneto, na denominação Prosecco DOCG. Ele traduz a elegância italiana e o equilíbrio de uma elaboração cuidadosa, possui coloração amarelo brilhante, com aromas de maçãs e um refrescante sabor cítrico, muito sofisticado. Um estilo versátil para harmonizar com petiscos e frituras, perfeito para harmonizar com uma pavlova ou sorbet e até um mousse delicado de maçãs, ótima opção para brindar a passagem de ano e festejar a noite inteira.
    Uma Cava é uma denominação de origem controlada do espumante mais tradicional elaborado na Espanha, através do método tradicional cuja segunda fermentação acontece na garrafa. Essa Cava que indico é produzida pela Freixenet, na região da Catalunha com vinhos de duas variedades de uvas: Trepat e Garnacha, com 12% de álcool. É um espumante brut de cor linda rosada, com deliciosos aromas frutados, frutas vermelhas- amora e framboesa-, notas florais e de louro equilibrados com os aromas mais complexos provenientes do método de elaboração tradicional a levedura e as frutas secas- figos e tâmaras. Na boca é uma leveza combinada com a sensação cremosa, perfeito para harmonizar com os frutos do mar, massas e risotos, desde acompanhar um petisco como o carpaccio de salmão defumado ou a casquinha de siri, até um risoto vegetariano.

    Butterfly faz parte da linha Classic, elaborado através do método charmat, do produtor italiano do Vêneto, Tosti. Um espumante demi-sec, com apenas 9,5% de teor alcoólico, muito frutado, com toques florais (pétalas de rosa) e doçura equilibrada com a acidez de pequenas bolinhas de gás carbônico. Além de ser uma opção excelente para iniciar as refeições ou brindar acompanha muito bem os pratos delicados da culinária chinesa -dim sum e guioza, noddles, rolinho primavera- e da culinária japonesa -sushi e yakisoba.
    http://www.camparigroup.com/en/brands/sparkling-wines/riccadonna
    Vinho espumante elaborado com uvas brancas Moscato (moscatel aqui no Brasil) cultivadas na região do Piemonte, com baixa graduação alcoólica, 7%, deve ser servido bem resfriado entre  8ºC a 10ºC. Elaborado através do método de asti, cujo gás carbônico é derivado da primeira fermentação em auto-clave, do produtor Campari. Para finalizar a ceia de Natal, e mesmo para um final de tarde, esse delicado espumante branco suave é perfeito para acompanhar as frutas secas, damasco recheado com queijo azul, e as delicadas sobremesas à base de frutas mais cremosas e levemente adoçadas, imagino par perfeito para um merengue ou mousse.